9 de jan de 2008

Ramalhete de Mirra

O poder d’ouro não os possuo, nem os lamentos do incenso,
Possuo brisas perfumadas, que encantam,
Sua alma neste imenso tormento.
É momento de sofrer amando

Com o calcar do seu desejo,
Vorazmente desfalecendo de amor.
Há banhar sua alma cor de dor,
Exalo forte aroma de sofrimento.

Explodem no ar!Cândidas fragâncias,
Flameja o brando alívio,
Sacia esta voraz ânsia.

Dou-vos o terno Gozo do sacrifício
Ardente nos lábios do meu espírito,
Sossegai, Sossegai,vossas almas.